Hoje muito se ouve falar de ensino à distância (EAD) e nessa nova forma de ensinar/aprender. Ouvimos propagandas no rádio, no horário nobre da televisão e até em outdoors. Mas, desde 1939 com o Instituto Monitor e em 1946 com o Instituto Universal Brasileiro, a EAD no Brasil já era uma realidade. Ambos os institutos são voltados para a formação técnica, dando subsídios para a criação de mão de obra qualificada. Na época nem se falava em computador e o repasse de informações era por meio de correspondência. Depois veio o rádio com a Universidade do Ar promovida pelo SESC/SENAC e mais tarde (1976) a televisão, com os famosos Telecursos.
Com todo esse histórico de sucesso do ensino à distância e na tentativa de reparar uma dívida sócio-cultural com o povo brasileiro, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) oficializa e normatiza a educação à distância no Brasil em 1996 com a Lei nº 9.394/96. E já em 1997 as Instituições de Ensino Superior começam a ofertar cursos de graduação e pós-graduação.
Agora, em pleno século XXI, a EAD conta com o avanço tecnológico, onde o computador e a internet são utilizados como veículos do ensino. Para tanto se faz necessário um ambiente que seja comum aos alunos e professores, um local que possa simular uma sala de aula, só que muito mais interativo, cooperativo e interessante. Este local é conhecido como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
Mas como operacionalizar o AVA? Para tanto foram desenvolvidos diversos softwares capazes de simular o ambiente “sala de aula”. Dentre os desenvolvidos no Brasil estão o Teleduc, AulaNet e SASHE e os internacionais como o Learning Space , WebCT e MOODLE. Todos estes softwares devem ser capazes de desenvolver, gerenciar e oferecer meios de treinamento e educação on-line, acompanhados sistematicamente por um instrutor ou tutor. O que diferencia um programa do outro é sua interface, o grau de navegabilidade, a metodologia de ensino empregada, dentre outros recursos.
Particularmente eu, enquanto estreante no Moodle, senti falta de um espaço de acompanhamento do desempenho individual do aluno. Mas, no geral, achei um ambiente muito rico para troca de informações, de manuseio intuitivo e com várias ferramentas interativas que deixam o aprendizado mais dinâmico. Uma grande vantagem do Moodle é que a plataforma tem seu código aberto e é livre de patentes, permitindo sua constante melhoria.
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