“Permita-se ‘beber da água do Parnaíba’, expressão local que significa apaixonar-se por Teresina após conhecê-la, e seja bem-vindo a esta bela e apaixonante cidade, a Capital do Meio-Norte do Brasil.” Sérgio Viana
Fizeram-me um pedido hoje cedo, o qual eu não pude recusar, para que meu meu post de hoje fosse de divulgação do site Teresina Panorâmica que foi ao ar hoje em sua terceira roupagem.
Não tenho pretensão alguma, nem aptidão para fazer análises aprofundadas, o que eu quero é simplesmente dar meu testemunho do quanto houve doação, dedicação, carinho e apuro técnico na realização desse trabalho. Dois irmãos, apaixonados por Teresina que conseguiram, através da world wide web, nos emocionar com tamanha demonstração de amor, sensibilidade e talento.
É evidente a riqueza de detalhes históricos e sócio-culturais presentes nos textos biligue tão bem escritos por Sérgio e no design moderno e arrojado cuidadosamente arquitetado por Emerson. O Teresina Panorâmica está na web desde 2003 e a prova do seu sucesso é que hoje, além dos irmãos Viana, conta com a colaboração de vinte e um fotógrafos em mais de 700 fotos expostas no site.
O Teresina Panorâmica é uma declaração de amor. Amor pela arte, pela terra natal, amor entre irmãos.
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino."
Paulo Freire
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Leiam!
Hoje estou me sentindo com quinze anos de idade. Primeiro, porque acabei voltar da festa junina da escolinha do Enzo e nós (pais) fomos pegos de surpresa para dançar numa quadrilha improvisada. E pagamos aquele mico, mas foi divertido!
E o segundo motivo que fez me sentir mais jovem, foi a empolgação em fazer hoje o meu “dever de casa”. Como todos já sabem, voltei a estudar e pra mim o conhecimento é a fonte da juventude. Não me sinto velha, ultrapassada ou vencida. Pelo contrário, me sinto motivada, renovada, com um vigor adolescente na hora de ler aqueles textos enormes sobre as matrizes liberais e as teorias de Karl Marx, em tentar entender o que é ideologia na visão de Marilena Chauí. Tudo isso com direito a caderno cheinho de adesivos e canetinha cor-de-rosa, é um luxo! E como uma boa aluna que sou, já solicitei minha carteira de estudante e fiz minha inscrição na biblioteca.
Queria que os jovens pudessem ter a real noção da importância do conhecimento, não pra ter um diploma, mas pra ter a oportunidade de ver o mundo com mais sabedoria. Saber ouvir mais e falar menos, recuar na hora certa e agir quando for preciso. Assim, poderiam interferir positivamente no rumo que nossa sociedade está tomando.
É libertador ter conhecimento. E a leitura nos proporciona isso. Então, eu quero ler! Eu quero ler muito, quero ler mais!
E o segundo motivo que fez me sentir mais jovem, foi a empolgação em fazer hoje o meu “dever de casa”. Como todos já sabem, voltei a estudar e pra mim o conhecimento é a fonte da juventude. Não me sinto velha, ultrapassada ou vencida. Pelo contrário, me sinto motivada, renovada, com um vigor adolescente na hora de ler aqueles textos enormes sobre as matrizes liberais e as teorias de Karl Marx, em tentar entender o que é ideologia na visão de Marilena Chauí. Tudo isso com direito a caderno cheinho de adesivos e canetinha cor-de-rosa, é um luxo! E como uma boa aluna que sou, já solicitei minha carteira de estudante e fiz minha inscrição na biblioteca.
Queria que os jovens pudessem ter a real noção da importância do conhecimento, não pra ter um diploma, mas pra ter a oportunidade de ver o mundo com mais sabedoria. Saber ouvir mais e falar menos, recuar na hora certa e agir quando for preciso. Assim, poderiam interferir positivamente no rumo que nossa sociedade está tomando.
É libertador ter conhecimento. E a leitura nos proporciona isso. Então, eu quero ler! Eu quero ler muito, quero ler mais!
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Marilena Chauí
domingo, 13 de junho de 2010
Sessão Nostalgia
Quando me formei em odontologia realizei um sonho de criança. Sabia que tinha a chance de devolver o sorriso para muitas pessoas e deixá-las mais felizes. Então tive a oportunidade de ingressar no Programa Saúde da Família, hoje Estratégia.
Minha primeira experiência foi na zona rural de São Pedro do Piauí há 30 km da sede, sem estrada e num carro nada confiável. No início era até divertido, a equipe era ótima e nem percebíamos a distância. Mas, os meses foram passando, faltava material odontológico, o consultório estava em péssimo estado, muito descaso por parte dos gestores locais, o carro que nos transportava quebrava no caminho, perdíamos a hora do almoço (quantas vezes sem almoçar!), a população não estava nada satisfeita e eu muito menos. Foi frustrante ver que o SUS que lemos não é o que temos.
Em 2004 fui trabalhar em Agricolândia, município distante 80 km da capital do Estado. Já com mais experiência e decidida a fazer diferente, aproveitei o momento de eleição municipal e barganhei com o gestor condições salubres de trabalho em troca de melhores resultados. Encontrei muitas barreiras, dentre elas a própria desconfiança da população, cansada de muitas promessas e poucas atitudes.
Envolvi-me profundamente com o serviço público, vi que era de grande importância uma gestão responsável e compromissada. No mesmo ano iniciei, com recursos próprios, um curso de aperfeiçoamento em Saúde da Família e em seguida especialização em Saúde Coletiva. Em 2005 foi nomeada coordenadora de saúde bucal de Agricolândia.
Com a ajuda de toda equipe, conseguimos mudar positivamente os indicadores de saúde. Realizamos nossa primeira Pré-Conferência Municipal de Saúde Bucal, fizemos trabalhos educativos em escolas, participávamos de semanas culturais, levávamos o PSF para os festejos (tão comuns em cidades do interior), melhoramos o acesso de pacientes com necessidades especiais ao serviço de saúde, organizamos os prontuários dos pacientes, diminuímos custos na aquisição de insumos, dentre outras ações.
Apesar de todas estas conquistas e crescimento pessoal e profissional, eu queria mais. Por isso considero o ano de 2007 glorioso. No dia onze de março me tornei mãe de um lindo garoto e realizei outro grande sonho. E uma semana antes de ter bebê prestei concurso para dentista da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, no qual fui aprovada (Enzo me deu muita sorte!). Finalmente em 2008 no dia 11 de abril assinei meu termo de posse. Parecia até minha carta de alforria. Pois, depois de mais de cinco anos pegando a estrada para trabalhar, enfim estava em casa. Não precisava mais ficar tão longe do meu filhote, sabia que se ele precisasse de mim eu estaria lá em quinze minutos.
Confesso que no início senti um alívio, mas depois esse sentimento foi dando lugar à nostalgia. Quando trabalhamos longe de casa, nos afastamos também do nosso referencial, do nosso porto seguro que é nosso lar. Então nos apegamos àqueles que estão em situação semelhante; longe dos pais, dos filhos, dos cônjuges. Mas, mesmo distante de nossos pares a necessidade de compartilhar emoções não se extingue. É da natureza humana se envolver, dividir alegria quando estamos felizes, dar ou receber ombro amigo nos momentos difíceis. Não tem como fugir, dividimos o mesmo teto por meses ou anos, acabamos virando família.
Essa é uma das várias histórias que nascem a partir da procura da concretização de sonhos. Seja na busca de realização profissional, busca de sucesso, dinheiro, um amor, tudo produz história. E essa é uma parte da minha.
Minha primeira experiência foi na zona rural de São Pedro do Piauí há 30 km da sede, sem estrada e num carro nada confiável. No início era até divertido, a equipe era ótima e nem percebíamos a distância. Mas, os meses foram passando, faltava material odontológico, o consultório estava em péssimo estado, muito descaso por parte dos gestores locais, o carro que nos transportava quebrava no caminho, perdíamos a hora do almoço (quantas vezes sem almoçar!), a população não estava nada satisfeita e eu muito menos. Foi frustrante ver que o SUS que lemos não é o que temos.
Em 2004 fui trabalhar em Agricolândia, município distante 80 km da capital do Estado. Já com mais experiência e decidida a fazer diferente, aproveitei o momento de eleição municipal e barganhei com o gestor condições salubres de trabalho em troca de melhores resultados. Encontrei muitas barreiras, dentre elas a própria desconfiança da população, cansada de muitas promessas e poucas atitudes.
Envolvi-me profundamente com o serviço público, vi que era de grande importância uma gestão responsável e compromissada. No mesmo ano iniciei, com recursos próprios, um curso de aperfeiçoamento em Saúde da Família e em seguida especialização em Saúde Coletiva. Em 2005 foi nomeada coordenadora de saúde bucal de Agricolândia.
Com a ajuda de toda equipe, conseguimos mudar positivamente os indicadores de saúde. Realizamos nossa primeira Pré-Conferência Municipal de Saúde Bucal, fizemos trabalhos educativos em escolas, participávamos de semanas culturais, levávamos o PSF para os festejos (tão comuns em cidades do interior), melhoramos o acesso de pacientes com necessidades especiais ao serviço de saúde, organizamos os prontuários dos pacientes, diminuímos custos na aquisição de insumos, dentre outras ações.
Apesar de todas estas conquistas e crescimento pessoal e profissional, eu queria mais. Por isso considero o ano de 2007 glorioso. No dia onze de março me tornei mãe de um lindo garoto e realizei outro grande sonho. E uma semana antes de ter bebê prestei concurso para dentista da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, no qual fui aprovada (Enzo me deu muita sorte!). Finalmente em 2008 no dia 11 de abril assinei meu termo de posse. Parecia até minha carta de alforria. Pois, depois de mais de cinco anos pegando a estrada para trabalhar, enfim estava em casa. Não precisava mais ficar tão longe do meu filhote, sabia que se ele precisasse de mim eu estaria lá em quinze minutos.
Confesso que no início senti um alívio, mas depois esse sentimento foi dando lugar à nostalgia. Quando trabalhamos longe de casa, nos afastamos também do nosso referencial, do nosso porto seguro que é nosso lar. Então nos apegamos àqueles que estão em situação semelhante; longe dos pais, dos filhos, dos cônjuges. Mas, mesmo distante de nossos pares a necessidade de compartilhar emoções não se extingue. É da natureza humana se envolver, dividir alegria quando estamos felizes, dar ou receber ombro amigo nos momentos difíceis. Não tem como fugir, dividimos o mesmo teto por meses ou anos, acabamos virando família.
Essa é uma das várias histórias que nascem a partir da procura da concretização de sonhos. Seja na busca de realização profissional, busca de sucesso, dinheiro, um amor, tudo produz história. E essa é uma parte da minha.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Falando de Amor
Fui tomada pelo romantismo que aflora com a proximidade do dia dos namorados e, se me permitem caros amigos do blog, este post é uma apologia ao amor. Quero falar não só do amor entre casais, mas de todo sentimento bom que faz mover o mundo.
Acho lindo quando deixo meu filhote na escola e ele ansioso diz: “rápido mamãe, vamos dançar!”. É o momento da acolhida no pátio, com todas as turmas do maternal dançando, cantando, rezando. Eles não sentem vergonha de dançar desengonçado, de cantar trocando letras, muito menos de pedir para o Papai do Céu que proteja todo mundo. Pra eles é pura diversão, mas pra mim significa o cultivo da cooperação, comunicação, interação e do amor no coração de cada um deles. Por que quando crescemos esquecemos estas lições tão importantes?
A Política Nacional de Humanização nos remete (ou pelo menos tenta) aos tempos das rodas no pátio da escola; quando, enquanto trabalhadores da saúde, facilitamos o acesso do usuário ao serviço, quando ouvimos suas queixas e priorizamos os casos graves, quando nos colocamos no lugar do outro. Esta Política veio efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. Humanizar é uma forma de amar.
Na minha prática como dentista procuro humanizar meu serviço e pra mim não é difícil. Apenas deixo transparecer o prazer que tenho em estar ali, fazendo aquilo que escolhi. Sei que sou uma pessoa privilegiada, pois pude escolher tudo sem nenhuma imposição; minha profissão, minha faculdade, a saúde pública. E se sou assim devo agradecer a muitas pessoas. Meus pais foram fundamentais na definição do meu caráter, me fortalecendo todos os dias com a certeza do amor deles; meus irmãos me ensinaram que devemos dividir para mais tarde somar; meus amigos me ensinaram que lealdade é difícil, mas não impossível; meu filho me ensina vários jeitos de amar e meu companheiro, a quem dedico este post, me ensina que a vida tem altos e baixos e que ele sempre será meu porto seguro.
Essa homenagem é pra você, meu eterno namorado, a pessoa que me inspira, me incentiva e me faz feliz todos os dias da minha vida.
Feliz dia dos namorados a todos!
Acho lindo quando deixo meu filhote na escola e ele ansioso diz: “rápido mamãe, vamos dançar!”. É o momento da acolhida no pátio, com todas as turmas do maternal dançando, cantando, rezando. Eles não sentem vergonha de dançar desengonçado, de cantar trocando letras, muito menos de pedir para o Papai do Céu que proteja todo mundo. Pra eles é pura diversão, mas pra mim significa o cultivo da cooperação, comunicação, interação e do amor no coração de cada um deles. Por que quando crescemos esquecemos estas lições tão importantes?
A Política Nacional de Humanização nos remete (ou pelo menos tenta) aos tempos das rodas no pátio da escola; quando, enquanto trabalhadores da saúde, facilitamos o acesso do usuário ao serviço, quando ouvimos suas queixas e priorizamos os casos graves, quando nos colocamos no lugar do outro. Esta Política veio efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. Humanizar é uma forma de amar.
Na minha prática como dentista procuro humanizar meu serviço e pra mim não é difícil. Apenas deixo transparecer o prazer que tenho em estar ali, fazendo aquilo que escolhi. Sei que sou uma pessoa privilegiada, pois pude escolher tudo sem nenhuma imposição; minha profissão, minha faculdade, a saúde pública. E se sou assim devo agradecer a muitas pessoas. Meus pais foram fundamentais na definição do meu caráter, me fortalecendo todos os dias com a certeza do amor deles; meus irmãos me ensinaram que devemos dividir para mais tarde somar; meus amigos me ensinaram que lealdade é difícil, mas não impossível; meu filho me ensina vários jeitos de amar e meu companheiro, a quem dedico este post, me ensina que a vida tem altos e baixos e que ele sempre será meu porto seguro.
Essa homenagem é pra você, meu eterno namorado, a pessoa que me inspira, me incentiva e me faz feliz todos os dias da minha vida.
Feliz dia dos namorados a todos!
terça-feira, 8 de junho de 2010
O Ensino à Distância e o Ambiente Moodle
Hoje muito se ouve falar de ensino à distância (EAD) e nessa nova forma de ensinar/aprender. Ouvimos propagandas no rádio, no horário nobre da televisão e até em outdoors. Mas, desde 1939 com o Instituto Monitor e em 1946 com o Instituto Universal Brasileiro, a EAD no Brasil já era uma realidade. Ambos os institutos são voltados para a formação técnica, dando subsídios para a criação de mão de obra qualificada. Na época nem se falava em computador e o repasse de informações era por meio de correspondência. Depois veio o rádio com a Universidade do Ar promovida pelo SESC/SENAC e mais tarde (1976) a televisão, com os famosos Telecursos.
Com todo esse histórico de sucesso do ensino à distância e na tentativa de reparar uma dívida sócio-cultural com o povo brasileiro, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) oficializa e normatiza a educação à distância no Brasil em 1996 com a Lei nº 9.394/96. E já em 1997 as Instituições de Ensino Superior começam a ofertar cursos de graduação e pós-graduação.
Agora, em pleno século XXI, a EAD conta com o avanço tecnológico, onde o computador e a internet são utilizados como veículos do ensino. Para tanto se faz necessário um ambiente que seja comum aos alunos e professores, um local que possa simular uma sala de aula, só que muito mais interativo, cooperativo e interessante. Este local é conhecido como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
Mas como operacionalizar o AVA? Para tanto foram desenvolvidos diversos softwares capazes de simular o ambiente “sala de aula”. Dentre os desenvolvidos no Brasil estão o Teleduc, AulaNet e SASHE e os internacionais como o Learning Space , WebCT e MOODLE. Todos estes softwares devem ser capazes de desenvolver, gerenciar e oferecer meios de treinamento e educação on-line, acompanhados sistematicamente por um instrutor ou tutor. O que diferencia um programa do outro é sua interface, o grau de navegabilidade, a metodologia de ensino empregada, dentre outros recursos.
Particularmente eu, enquanto estreante no Moodle, senti falta de um espaço de acompanhamento do desempenho individual do aluno. Mas, no geral, achei um ambiente muito rico para troca de informações, de manuseio intuitivo e com várias ferramentas interativas que deixam o aprendizado mais dinâmico. Uma grande vantagem do Moodle é que a plataforma tem seu código aberto e é livre de patentes, permitindo sua constante melhoria.
Com todo esse histórico de sucesso do ensino à distância e na tentativa de reparar uma dívida sócio-cultural com o povo brasileiro, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) oficializa e normatiza a educação à distância no Brasil em 1996 com a Lei nº 9.394/96. E já em 1997 as Instituições de Ensino Superior começam a ofertar cursos de graduação e pós-graduação.
Agora, em pleno século XXI, a EAD conta com o avanço tecnológico, onde o computador e a internet são utilizados como veículos do ensino. Para tanto se faz necessário um ambiente que seja comum aos alunos e professores, um local que possa simular uma sala de aula, só que muito mais interativo, cooperativo e interessante. Este local é conhecido como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).
Mas como operacionalizar o AVA? Para tanto foram desenvolvidos diversos softwares capazes de simular o ambiente “sala de aula”. Dentre os desenvolvidos no Brasil estão o Teleduc, AulaNet e SASHE e os internacionais como o Learning Space , WebCT e MOODLE. Todos estes softwares devem ser capazes de desenvolver, gerenciar e oferecer meios de treinamento e educação on-line, acompanhados sistematicamente por um instrutor ou tutor. O que diferencia um programa do outro é sua interface, o grau de navegabilidade, a metodologia de ensino empregada, dentre outros recursos.
Particularmente eu, enquanto estreante no Moodle, senti falta de um espaço de acompanhamento do desempenho individual do aluno. Mas, no geral, achei um ambiente muito rico para troca de informações, de manuseio intuitivo e com várias ferramentas interativas que deixam o aprendizado mais dinâmico. Uma grande vantagem do Moodle é que a plataforma tem seu código aberto e é livre de patentes, permitindo sua constante melhoria.
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sábado, 5 de junho de 2010
Reflexões em uma noite insone
Leiam este e-mail que recebi:
Tem gente que só reclama do atendimento do SUS, que é ruim,que os médicos não têm paciência ou educação. Mas na verdade não é culpa deles, pois apenas estão seguindo um rígido protocolo composto por 12 "recomendações":
1. Se você não sabe o que o paciente tem, dê Voltaren;
2. Se você não entende o viu, dê Benzetacil;
3. Apertou a barriga e fez "ahhnnn", dê Buscopan;
4. Caiu e passou mal, dê Gardenal;
5. Tá com uma grande dor, dê Anador;
6. Se você não sabe o que é bom, dê Decadron;
7. Vomitou tudo que ingeriu, dê Plasil;
8. A pressão subiu, dê Captopril;
9. Se a pressão deu mais uma grande subida, dê Furosemida;
10. Chegou morrendo de choro, ponha no soro;
11. Arritmia doidona, dê Amiodarona;
12. Pelo não ou pelo sim, dê Rocefin.
E se nada der certo, não tem neurose: diga que é uma virose!
Engraçadinha a piada, muito criativa. Mas, sabe o que me incomoda? - Muitas vezes isso é verdade. E sabe o que é pior? - Eu faço parte deste SUS, desde que assinei meu termo de posse. E me recuso todo dia a compactuar com isso. Por isso me desdobro, usando criatividade, quando meu consultório passa mais de dois meses quebrado. Fazendo diversas atividades nas escolas, falando na rádio comunitária, participando de roda de conversas com idosos...
Tento me enxergar do outro lado, como aquele paciente que passou a noite toda sem dormir com dor de dente. Acho que eu pensaria: "Que vida mansa dessa dentista, só ganhando dinheiro sem trabalhar!". Mas, pelo contrário, a angústia me consome, faz meu cérebro fritar, faz minha pressão subir de raiva, quando tenho que seguir alguma das "recomendações" citadas anteriormente, pois o paciente espera uma atitude minha diante do seu sofrimento. E o que um dentista pode fazer sem seu equipamento?
Transformar aquela cadeira odontológica inerte em um divã? Fazer balão das luvas de procedimento para acalmar uma criança que chega chorando de dor?
"Saúde direito de todos, dever do Estado". É lindo isso! A Constituição nos garante. Por este motivo sou uma defensora ferrenha do Sistema Único de Saúde. Se eu não acreditar na lei máxima que rege meu país, vou acreditar em quê?
É! Meus amigos, mas quem faz vigorar as leis é o homem. E nesse eu não sei se acredito.
Tem gente que só reclama do atendimento do SUS, que é ruim,que os médicos não têm paciência ou educação. Mas na verdade não é culpa deles, pois apenas estão seguindo um rígido protocolo composto por 12 "recomendações":
1. Se você não sabe o que o paciente tem, dê Voltaren;
2. Se você não entende o viu, dê Benzetacil;
3. Apertou a barriga e fez "ahhnnn", dê Buscopan;
4. Caiu e passou mal, dê Gardenal;
5. Tá com uma grande dor, dê Anador;
6. Se você não sabe o que é bom, dê Decadron;
7. Vomitou tudo que ingeriu, dê Plasil;
8. A pressão subiu, dê Captopril;
9. Se a pressão deu mais uma grande subida, dê Furosemida;
10. Chegou morrendo de choro, ponha no soro;
11. Arritmia doidona, dê Amiodarona;
12. Pelo não ou pelo sim, dê Rocefin.
E se nada der certo, não tem neurose: diga que é uma virose!
Engraçadinha a piada, muito criativa. Mas, sabe o que me incomoda? - Muitas vezes isso é verdade. E sabe o que é pior? - Eu faço parte deste SUS, desde que assinei meu termo de posse. E me recuso todo dia a compactuar com isso. Por isso me desdobro, usando criatividade, quando meu consultório passa mais de dois meses quebrado. Fazendo diversas atividades nas escolas, falando na rádio comunitária, participando de roda de conversas com idosos...
Tento me enxergar do outro lado, como aquele paciente que passou a noite toda sem dormir com dor de dente. Acho que eu pensaria: "Que vida mansa dessa dentista, só ganhando dinheiro sem trabalhar!". Mas, pelo contrário, a angústia me consome, faz meu cérebro fritar, faz minha pressão subir de raiva, quando tenho que seguir alguma das "recomendações" citadas anteriormente, pois o paciente espera uma atitude minha diante do seu sofrimento. E o que um dentista pode fazer sem seu equipamento?
Transformar aquela cadeira odontológica inerte em um divã? Fazer balão das luvas de procedimento para acalmar uma criança que chega chorando de dor?
"Saúde direito de todos, dever do Estado". É lindo isso! A Constituição nos garante. Por este motivo sou uma defensora ferrenha do Sistema Único de Saúde. Se eu não acreditar na lei máxima que rege meu país, vou acreditar em quê?
É! Meus amigos, mas quem faz vigorar as leis é o homem. E nesse eu não sei se acredito.
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