"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino."

Paulo Freire

domingo, 28 de novembro de 2010

Entendendo os Problemas Contemporâneos

Rudimentos de intervenção social do Estado apareceram nos séculos XVI e XVII na Inglaterra e depois em outros países europeus em contraponto à super povoação da Europa que ocorreu devido a busca por trabalho e renda. A primeira edição da "Lei dos Pobres" inglesa data de 1536, surgiu como uma forma de diminuir a desigualdade social e consistia na intervenção do Estado através de distribuição de renda e alimentos para indigentes e indivíduos incapazes de produzir o sustento próprio.

No século XVIII até meados do século XIX, com o acelerado desenvolvimento industrial, o homem se tornava cada vez mais dependente de sua força de trabalho e capacidade de produção, bem como da sua recompensa - o salário. Notadamente os indivíduos que não estavam inseridos no mercado de trabalho eram marginalizados, acelerando sobremaneira a pobreza na Europa. E era neste cenário que a noção de justiça social tomava corpo, onde a meritocracia permeava a concepção liberal e o auxílio baseado nas necessidades individuais vigorava no ideário socialista e social-democrata.

No Brasil já se ensaiava um modelo de proteção social com a aprovação da Lei Eloy Chaves em 1923, a qual criou o instituto previdenciário dos ferroviários que garantia o direito de aposentadoria por tempo de serviço ou por invalidez, o tratamento médico e os medicamentos, o auxílio funeral e ainda o direito de pensão aos herdeiros no caso de falecimento do segurado. Esse modelo proposto por Chaves foi adotado por Getúlio Vargas na década de 30 e serviu de base para o que é hoje o sistema previdenciário brasileiro.

Na década de 20, o economista inglês John Maynard Keynes propôs uma grande intervenção socioeconômica do Estado para garantia de emprego, renda e condições favoráveis de vida, pois de acordo com ele; se todos trabalhassem, haveria renda para que todos consumissem. Assim ficaria criado um ciclo virtuoso de produção e consumo, que garantiria o funcionamento do capitalismo. Os Estados Unidos adotaram o modelo Keynesiano que foi implantado pelo então presidente Roosevelt e chamado de New Deal, logo após a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 29.  Na Europa, mais precisamente na Inglaterra, a política criada por Keynes marcou um período de grande crescimento econômico que ficou conhecido como Welfare State.

No pós-guerra, novas formas de se promover a proteção social surgiram a partir da necessidade de reconstrução das nações que abriu muitas frentes de trabalho, promovendo políticas de pleno emprego. Nesse contexto surgiu na Inglaterra o Plano Beveridge que tinha em seu bojo, além de política de emprego, a prestação de serviços de saúde e um sistema de pensões que significou uma ruptura radical com o modelo anterior de política social, especialmente na Europa entre os anos 40 e 50, servindo de base para consolidação do Estado de Bem-Estar Social.


Recomeço

Quando iniciei as atividades no Blog tinha, obviamente, a intenção de mantê-las. Consegui conquistar alguns leitores assíduos mantendo a regularidade nas postagens. Mas, esta blogueira amadora passou por momentos de crise criativa e total falta de inspiração, afinal escrever é uma arte!
Agora é hora de recomeçar e  nessa retomada gostaria de dividir com os amigos do blog alguns textos que tenho produzido para minha especialização em Gestão em Saúde. Portanto, não estranhem os temas.
Aos poucos voltaremos às amenidades.
Um grande abraço a todos.