Rudimentos de intervenção social do Estado apareceram nos séculos XVI e XVII na Inglaterra e depois em outros países europeus em contraponto à super povoação da Europa que ocorreu devido a busca por trabalho e renda. A primeira edição da "Lei dos Pobres" inglesa data de 1536, surgiu como uma forma de diminuir a desigualdade social e consistia na intervenção do Estado através de distribuição de renda e alimentos para indigentes e indivíduos incapazes de produzir o sustento próprio.
No século XVIII até meados do século XIX, com o acelerado desenvolvimento industrial, o homem se tornava cada vez mais dependente de sua força de trabalho e capacidade de produção, bem como da sua recompensa - o salário. Notadamente os indivíduos que não estavam inseridos no mercado de trabalho eram marginalizados, acelerando sobremaneira a pobreza na Europa. E era neste cenário que a noção de justiça social tomava corpo, onde a meritocracia permeava a concepção liberal e o auxílio baseado nas necessidades individuais vigorava no ideário socialista e social-democrata.
No Brasil já se ensaiava um modelo de proteção social com a aprovação da Lei Eloy Chaves em 1923, a qual criou o instituto previdenciário dos ferroviários que garantia o direito de aposentadoria por tempo de serviço ou por invalidez, o tratamento médico e os medicamentos, o auxílio funeral e ainda o direito de pensão aos herdeiros no caso de falecimento do segurado. Esse modelo proposto por Chaves foi adotado por Getúlio Vargas na década de 30 e serviu de base para o que é hoje o sistema previdenciário brasileiro.
Na década de 20, o economista inglês John Maynard Keynes propôs uma grande intervenção socioeconômica do Estado para garantia de emprego, renda e condições favoráveis de vida, pois de acordo com ele; se todos trabalhassem, haveria renda para que todos consumissem. Assim ficaria criado um ciclo virtuoso de produção e consumo, que garantiria o funcionamento do capitalismo. Os Estados Unidos adotaram o modelo Keynesiano que foi implantado pelo então presidente Roosevelt e chamado de New Deal, logo após a quebra da Bolsa de Nova Iorque em 29. Na Europa, mais precisamente na Inglaterra, a política criada por Keynes marcou um período de grande crescimento econômico que ficou conhecido como Welfare State.

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