Chega um momento em que abrimos mão do egocentrismo ou do individualismo. É quando decidimos ser mãe ou pai. Ou por não queremos ficar mais só, ou pra ver um pedacinho seu em outra pessoa, ou pra ter outra pessoa num pedacinho seu. Às vezes, por um descuido, vem até sem querer. O fato é que quando eles chegam mudam nossa vida de um jeito que nenhuma concordância verbal ou nominal é capaz de explicar, nunca seremos maduros ou sábios o bastante para sabê-los, na verdade seremos sempre o antes e depois deles.
Antes, desaforados, inconformados, inconsequentes, barulhentos, impávidos. Tudo a um só tempo ou alternado. Depois, comedidos, compreensivos, humildes, resilientes. No fundo temos medo que nossos filhos herdem o nosso pior lado e as diabruras que cometemos no passado viram nosso maior pesadelo.
Quando eles nascem, parecemos Napoleão formulando estratégias para que nada de mal aconteça, se pudéssemos viraríamos Hitler para exterminar qualquer raça de gente que pudesse lhes causar qualquer sofrimento. Como explicar a dor física que sentimos quando os vemos chorar seja por qual motivo for?
Sempre ouvi muita gente dizer que filho não é tarefa fácil, contudo é a mais gratificante. Sem dúvida que é mesmo. É claro que ficamos felizes quando estamos de férias, quando somos promovidos no trabalho, quando trocamos de carro ou fazemos aquela tão sonhada reforma na casa, mas nada se compara quando ouvimos alguém dizer: “como ele é educado!” Ou, “ele já sabe fazer isso? Que menino inteligente!”.
E quando Deus exagera no fermento e manda pra gente um filho especial? Ah! Esses dão o dobro de orgulho por exigir da gente um trabalho dobrado. Dizem que eles são dádivas e eu acredito nisso, pois não há no mundo pessoa mais importante do que nossos filhos. E para aqueles que na vida nunca se sentem preparados, tê-los eu recomendo!